O Comitê Permanente de Gestão da Pesca e do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros Pelágicos das regiões Sudeste e Sul realizou sua quarta sessão ordinária nos dias 23 e 24 de setembro.
Os peixes pelágicos vivem principalmente na coluna d’água, afastados do fundo marinho. O grupo inclui espécies com importância econômica para a pesca brasileira e que podem realizar grandes deslocamentos entre diferentes áreas do oceano.
A gestão dessas espécies exige informações sobre capturas, distribuição dos estoques, períodos de reprodução, tamanho dos peixes e esforço empregado pelas frotas. Mudanças na temperatura do mar e nas correntes também podem alterar a presença do pescado em determinadas regiões.
Rede Pesca Brasil
Os comitês permanentes fazem parte da Rede Pesca Brasil e têm a função de subsidiar decisões voltadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros. As discussões reúnem conhecimento científico, experiência dos pescadores e dados produzidos pelo governo.
O desafio é estabelecer regras capazes de preservar os estoques sem ignorar a realidade econômica de embarcações, trabalhadores e comunidades dependentes da atividade. Limites de captura, períodos de defeso, monitoramento e qualidade dos registros estão entre os instrumentos que podem orientar essa gestão.
A previsibilidade das regras também é importante. Quando empresas e pescadores conhecem antecipadamente as condições de operação, conseguem organizar saídas, contratos e investimentos com menos incerteza. A conservação dos estoques, nesse sentido, representa também uma condição para a continuidade econômica da pesca.






