O movimento de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz permanece muito abaixo do padrão observado antes do agravamento das tensões no Oriente Médio.
Dados preliminares da Kpler indicam que apenas quatro embarcações de commodities atravessaram a passagem na quinta-feira, 17 de setembro.
O número ficou abaixo das seis travessias registradas no dia anterior e corresponde a apenas um quarto da média de 16 navios observada nos dez dias anteriores.
Embarcações identificadas
Entre as embarcações identificadas estavam dois petroleiros Panamax, um graneleiro Supramax e um Kamsarmax.
Ormuz é uma das rotas mais importantes do comércio mundial de energia. Em condições normais, aproximadamente um quinto do petróleo e do gás transportados globalmente passa pela região, que conecta produtores do Golfo ao Oceano Índico.
Três navios de gás natural liquefeito voltaram a aparecer fora do estreito depois de vários dias sem movimentação conhecida.
O reaparecimento indica uma retomada pontual, mas ainda não permite afirmar que o fluxo de gaseiros esteja normalizado.
Parte das embarcações também tem reduzido ou desligado as transmissões dos sistemas de identificação automática, dificultando o acompanhamento público das rotas.
A medida pode diminuir a exposição, mas aumenta a complexidade da navegação em uma área já congestionada.
A queda do tráfego mostra que a incerteza afeta o mercado antes mesmo de uma interrupção total.
Menos travessias significam atrasos, seguros mais caros e maior pressão sobre rotas alternativas e estoques de energia.






