A companhia SFL anunciou na segunda-feira, 5 de outubro, a encomenda de dois navios com capacidade de 93 mil metros cúbicos cada para o transporte de amônia e outros gases petroquímicos. O investimento estimado na construção das embarcações é de US$ 216 milhões, com entregas previstas a partir do segundo trimestre de 2028.
Os navios pertencem à categoria Very Large Ammonia Carrier, de grandes transportadores de amônia. Terão propulsão com capacidade para dois combustíveis e soluções voltadas à eficiência energética e ao aproveitamento da capacidade de carga. O comunicado não especifica quais combustíveis serão utilizados.
A encomenda está associada a contratos de afretamento de longo prazo com uma grande companhia petrolífera europeia, cujo nome não foi divulgado. A SFL informou que a operação acrescentará pelo menos US$ 162 milhões à sua carteira de receitas contratadas. A duração inicial dos contratos será definida nos próximos seis meses, com opções de extensão de até quatro anos.
Previsibilidade ao investimento
Do ponto de vista financeiro, a contratação antecipada do emprego dos navios ajuda a dar previsibilidade ao investimento. Ela permite relacionar parte das receitas futuras ao custo de construção, embora permaneçam os riscos ligados à entrega das embarcações e ao desempenho operacional.
A possibilidade de transportar diferentes gases também merece atenção. Essa flexibilidade pode ampliar as alternativas comerciais dos navios, mas sua utilização dependerá das especificações técnicas, dos contratos e da compatibilidade com os terminais de carga e descarga.
Para a indústria naval, a operação mostra como decisões de renovação de frota combinam engenharia e estruturação financeira. O porte das embarcações exige que o planejamento considere, além da construção, a infraestrutura portuária e a organização de toda a cadeia de transporte.






