A instabilidade no Estreito de Ormuz continua pressionando o mercado de petróleo e o custo de transporte da commodity. Em análise publicada pela CNN Brasil na segunda-feira, 19 de outubro, o professor Pedro Côrtes aponta que ataques a navios e instalações energéticas mantêm elevada a incerteza sobre o abastecimento.
O texto registra o fechamento do Brent a US$ 109,86 por barril em 16 de outubro. A permanência das tensões sustenta a hipótese de preços acima de US$ 100 no encerramento de 2026, mas uma negociação que restabeleça os fluxos pode reduzir o prêmio de risco.
As projeções citadas diferem em prazo e metodologia: enquanto o Goldman Sachs indicava US$ 90 para dezembro, a Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos estimava média de US$ 105 no quarto trimestre.
Derivados também exigem atenção
A análise destaca que o comportamento do petróleo bruto não explica sozinho o preço dos combustíveis. Restrições ao refino e à disponibilidade de derivados podem manter o diesel pressionado mesmo em um cenário de recuo do Brent.
Para a cadeia marítima, a instabilidade exige distinguir o preço da carga do custo de transportá-la. Combustível, seguros, disponibilidade de navios e condições de segurança podem variar de maneiras diferentes durante uma crise.
A programação logística também é afetada quando os tempos de viagem perdem previsibilidade. Atrasos podem exigir revisão de estoques e contratos, com efeitos que se propagam até distribuidores e consumidores.
O cenário reforça a necessidade de acompanhar tanto as cotações quanto as condições das rotas. Uma redução pontual no barril não encerra, necessariamente, as pressões sobre o abastecimento e a entrega dos combustíveis.






