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Porto de Santos inicia abastecimento regular de navios com etanol

O Porto de Santos iniciou uma nova etapa no fornecimento de combustíveis para o transporte marítimo, com operações regulares de abastecimento de navios com etanol. O anúncio foi divulgado pela Autoridade Portuária de Santos (APS) em 23 de outubro, após o abastecimento do porta-contêineres CMA CGM Iron, realizado no dia 19 deste mês.

Com capacidade para 13 mil TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, a embarcação possui motor tricombustível certificado para operar com etanol. A iniciativa dá continuidade à experiência realizada em julho e prevê novos abastecimentos de navios da companhia até o final de 2026.

A operação reúne CMA CGM, Copersucar, Bunker One, AGEO Terminais, Santos Brasil e APS. A parceria conecta o fornecimento do biocombustível à infraestrutura necessária para sua utilização nos navios, incluindo transporte, armazenamento e abastecimento.

Segundo as empresas envolvidas, a passagem da experiência inicial para o fornecimento regular demonstra o avanço da cadeia logística e dos procedimentos operacionais necessários ao uso do etanol no setor marítimo.

Nova demanda para o biocombustível brasileiro

A estrutura mobiliza diferentes etapas de uma cadeia que começa nas usinas. O etanol comercializado pela Copersucar é transportado até Santos pela Evolua Etanol e armazenado pela AGEO Terminais. O abastecimento ocorre no terminal da Santos Brasil, com participação da Bunker One.

Para essa etapa, a Bunker One desenvolveu um protocolo específico, acompanhado de estudos e treinamento das equipes. Os procedimentos consideram as características do etanol, incluindo seu baixo ponto de fulgor, fator relevante para o manuseio seguro do combustível.

O fornecimento regular abre uma oportunidade de mercado para a produção brasileira e acrescenta uma alternativa à transição energética da navegação. Sua expansão dependerá da disponibilidade de embarcações compatíveis, da infraestrutura de abastecimento e das condições comerciais.

O avanço também amplia o papel dos portos nessa transformação. Além de receber cargas e navios, os terminais precisam integrar fornecedores, instalações e procedimentos capazes de atender às novas demandas energéticas do transporte marítimo.

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