O Porto de Suape, em Pernambuco, iniciou uma nova etapa de sua expansão com a entrada em operação do terminal de contêineres da APM Terminals.
O empreendimento recebeu seu primeiro navio comercial e passa a integrar a infraestrutura portuária do Nordeste com uma proposta baseada em eletrificação e redução das emissões operacionais.
Construído com investimento estimado em R$ 2 bilhões, o terminal foi projetado para utilizar equipamentos elétricos na movimentação de cargas.
Estrutura
A estrutura inclui guindastes de cais, pórticos de pátio e veículos empregados no transporte interno de contêineres.
A expectativa é que a instalação aumente em aproximadamente 55% a capacidade de movimentação de contêineres no complexo de Suape.
O novo terminal também amplia as alternativas disponíveis para armadores, importadores e exportadores que utilizam o porto pernambucano.
Localizado próximo a polos industriais e a rotas marítimas internacionais, Suape exerce papel estratégico na distribuição de mercadorias pelo Nordeste.
A expansão pode favorecer empresas instaladas em Pernambuco e nos estados vizinhos, especialmente em setores que dependem de equipamentos, componentes e insumos importados.
A entrada de um novo operador também deve aumentar a concorrência no mercado regional de terminais.
O setor acompanha, porém, os efeitos dessa mudança sobre os serviços existentes e sobre a concentração de cargas entre empresas ligadas aos grandes grupos de navegação.
Referência
A eletrificação não elimina todas as emissões associadas à atividade portuária, já que o resultado depende da origem da energia e da eficiência de toda a cadeia logística.
Ainda assim, a operação de Suape oferece uma referência prática de como novos investimentos podem incorporar tecnologias de baixo carbono desde a fase de projeto.






