Home / DESTAQUE PRINCIPAL / Inteligência artificial amplia capacidade de prever ciclo do carbono no fundo do mar

Inteligência artificial amplia capacidade de prever ciclo do carbono no fundo do mar

Pesquisadores da Universidade de Manchester, na Inglaterra, desenvolveram um modelo que combina inteligência artificial e princípios da física para produzir previsões globais sobre o ciclo do carbono nos sedimentos oceânicos.

O fundo do mar desempenha uma função importante no sistema climático. Parte do carbono produzido ou transportado pelo oceano chega aos sedimentos, onde pode permanecer armazenada ou voltar à água por meio de processos químicos e biológicos.

Até agora, estimar esse comportamento em escala global exigia grande volume de dados e capacidade computacional. O novo método utiliza IA orientada por leis físicas para preencher lacunas e simular como o carbono circula em diferentes regiões do leito oceânico.

Resultados mais coerentes

A abordagem evita que o sistema dependa apenas de correlações estatísticas. Ao incorporar processos conhecidos da química e da física marinha, o modelo produz resultados mais coerentes com o funcionamento do ambiente natural.

As previsões podem ajudar cientistas a compreender quanto carbono permanece retido nos sedimentos e quanto retorna ao oceano e à atmosfera. Também podem aperfeiçoar modelos climáticos e avaliações de projetos que interferem no fundo marinho.

O avanço tem aplicação potencial em pesquisas sobre mudanças climáticas, mineração submarina, armazenamento de carbono e conservação. À medida que cresce o interesse econômico pelo leito oceânico, conhecer melhor sua participação no ciclo do carbono torna-se necessário para avaliar custos e riscos ambientais.

Marcado: