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Porto de Los Angeles registra menor emissão por contêiner em novo inventário ambiental

O Porto de Los Angeles registrou, em 2025, sua menor emissão por contêiner, segundo inventário ambiental divulgado em outubro.

O resultado ocorreu em um ano no qual o complexo movimentou aproximadamente 10,2 milhões de contêineres equivalentes a 20 pés.

Na comparação com 2024, as emissões de material particulado de diesel caíram 2%, enquanto as de óxidos de nitrogênio recuaram 4% e as de óxidos de enxofre, 5%. A redução dos gases de efeito estufa foi de 3%.

Equipamentos elétricos

O levantamento também aponta crescimento de 20% na quantidade de equipamentos elétricos de movimentação de cargas durante 2025. As unidades de emissão zero passaram a representar 14% da frota de equipamentos do porto.

Entre as medidas associadas à trajetória de redução estão combustíveis mais limpos, fornecimento de energia elétrica aos navios atracados e modernização dos equipamentos e do transporte terrestre.

A experiência oferece uma referência para o debate brasileiro sobre modernização portuária. Inventários periódicos permitem identificar as principais fontes de emissão, acompanhar resultados e comparar alternativas de investimento com base em informações operacionais.

A aplicação dessas soluções exige considerar as características de cada instalação. Disponibilidade de energia, perfil das cargas, frequência de escalas e condições dos acessos terrestres influenciam os resultados.

Para os portos brasileiros, o aprendizado está tanto nas tecnologias adotadas quanto na continuidade da medição e na definição de responsabilidades entre os participantes da operação.

A leitura dos indicadores também precisa distinguir emissões totais e emissões por unidade movimentada. Um porto pode ganhar eficiência por contêiner e, ainda assim, registrar aumento absoluto caso o volume de cargas cresça mais rapidamente. A divulgação conjunta dessas medidas permite avaliar com maior precisão a trajetória ambiental.

Outro ponto é a integração entre investimento e rotina operacional. Equipamentos elétricos dependem de carregamento, manutenção e disponibilidade compatíveis com os turnos de trabalho.

Para que a substituição tecnológica produza resultados duradouros, o planejamento deve contemplar a infraestrutura de apoio e a qualificação das equipes que operam e mantêm os novos sistemas.

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