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Petrobras e Marinha ampliam cooperação estratégica na Margem Equatorial

Sumário

A Petrobras e a Marinha do Brasil assinaram na quinta-feira, 20 de agosto, um Protocolo de Intenções para ampliar a cooperação técnica e estratégica em atividades marítimas. A parceria inclui iniciativas relacionadas à Margem Equatorial, região que concentra parte relevante dos novos projetos de exploração de petróleo e gás da estatal.

O documento foi firmado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pelo comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, na sede da força naval, no Rio de Janeiro.

Entre as áreas previstas no protocolo estão logística offshore, monitoramento e proteção marítima, busca e salvamento e preparação para resposta a emergências. O acordo também contempla energias alternativas, pesquisas científicas, inovação tecnológica, formação de profissionais e descomissionamento de estruturas offshore.

Leplac

A cooperação entre as instituições já abrange estudos oceanográficos, segurança das operações no mar e produção de conhecimento sobre o território marítimo brasileiro. Um dos principais resultados dessa atuação foi o suporte ao Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (Leplac), programa que fundamenta as propostas do país para ampliar seus direitos sobre áreas do leito e do subsolo marinhos.

Em 2025, estudos conduzidos no âmbito do Leplac contribuíram para o reconhecimento de aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados adicionais da plataforma continental brasileira na região da Margem Equatorial. A área se estende do litoral do Rio Grande do Norte ao Amapá e reúne cinco bacias sedimentares: Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.

O novo protocolo é firmado em um momento de avanço da campanha exploratória da Petrobras na costa do Amapá. A companhia anunciou recentemente a identificação de petróleo em águas profundas, mas ainda precisa realizar novos estudos para dimensionar a descoberta e verificar sua viabilidade comercial. Portanto, a presença do recurso não significa que a produção esteja assegurada.

Do ponto de vista da economia do mar, o acordo aproxima duas capacidades essenciais para o desenvolvimento de uma nova fronteira offshore: a experiência operacional da Petrobras e a estrutura da Marinha em conhecimento oceanográfico, proteção marítima e salvamento. O potencial econômico da Margem Equatorial dependerá, no entanto, não apenas dos resultados exploratórios, mas também da implantação de infraestrutura logística, da capacidade de resposta a acidentes e da adoção de controles ambientais compatíveis com a sensibilidade da região.

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