A Petrobras assinou contratos de partilha de produção para explorar oito blocos marítimos na Costa do Marfim, informou a agência de notícias Reuters.
Os acordos foram firmados com o governo do país africano e com a estatal Petroci, segundo comunicado divulgado na quinta-feira, 17 de setembro.
A companhia brasileira terá participação de 90% e será responsável pela operação dos blocos. Os 10% restantes ficarão com a Petroci.
As áreas estão localizadas na margem equatorial africana, região considerada de elevado potencial exploratório.
A operação faz parte da estratégia da Petrobras de recompor suas reservas de petróleo e gás por meio da entrada em novas fronteiras no Brasil e no exterior.
A empresa já havia indicado que pretende transformar a África em sua principal região de exploração fora do mercado brasileiro.
Costa do Marfim
A Costa do Marfim ganhou espaço no setor offshore após descobertas realizadas nos últimos anos. A ampliação da atividade atrai petroleiras, empresas de serviços submarinos, operadores de embarcações de apoio e fornecedores de equipamentos.
Para a cadeia brasileira, a participação da Petrobras pode abrir possibilidades futuras, principalmente caso as campanhas exploratórias avancem para perfuração e desenvolvimento da produção.
A entrada de fornecedores nacionais, entretanto, dependerá das regras locais, da competitividade das empresas e do modelo de contratação adotado.
Presença internacional
A operação também representa uma nova fase da presença internacional da Petrobras.
Depois de reduzir sua carteira externa durante o processo de venda de ativos, a companhia volta a buscar áreas que apresentem afinidade geológica com regiões nas quais já possui experiência.
Acesso às áreas
Os contratos garantem o acesso às áreas, mas ainda não significam descoberta comercial.
Antes de uma eventual produção, serão necessários levantamentos sísmicos, perfuração de poços e avaliações técnicas e econômicas.






