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Navios mais tecnológicos exigem nova formação dos profissionais marítimos

Na prática, o tripulante precisa entender as informações produzidas pelos equipamentos sem perder a capacidade de avaliar o que acontece com a embarcação.

A digitalização da navegação está mudando o trabalho a bordo dos navios. Sensores, diagnósticos remotos, sistemas automatizados e ferramentas de inteligência artificial passaram a fazer parte das operações. Para usar essas tecnologias com segurança, o setor precisa de profissionais capazes de interpretar dados e agir diante de falhas ou situações imprevistas.

Essa é a avaliação do engenheiro portuário Alfredo Rodrigues em artigo publicado no site BE News. Ele chama esse novo perfil de “marítimo digital”: alguém que reúne os conhecimentos tradicionais da navegação com competências tecnológicas. A demanda também alcança estaleiros, terminais portuários e empresas de logística.

Na prática, o tripulante precisa entender as informações produzidas pelos equipamentos sem perder a capacidade de avaliar o que acontece com a embarcação. Uma indicação no painel pode ajudar a antecipar uma manutenção, por exemplo, mas a decisão exige conhecimento da operação e das condições de navegação.

Segurança da navegação

No Brasil, a formação de aquaviários mantém um papel essencial na segurança da navegação. O desafio apontado pelo articulista é atualizar e ampliar a capacitação à medida que novas tecnologias chegam às embarcações. Entre os caminhos sugeridos estão parcerias com universidades, institutos federais e empresas para oferecer equipamentos, simuladores e experiência prática.

Rodrigues também defende a participação das empresas na formação. Armadores, estaleiros e operadores portuários podem contribuir com estágios, bolsas e acesso a tecnologias usadas no trabalho, aproximando o ensino das tarefas que os profissionais encontrarão no setor.

A discussão ganha peso diante das perspectivas de expansão da cabotagem, das operações em alto-mar e de atividades como a energia eólica offshore, produzida no mar. Para Rodrigues, o investimento em frota e infraestrutura precisa ser acompanhado pela formação de quem vai operar esses sistemas.

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