O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram sete condições previstas em um acordo provisório firmado em junho. A declaração foi feita no domingo, 4 de outubro, pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, segundo reportagem da Reuters publicada pela Folha de S.Paulo.
Teerã apresentou uma proposta durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que permitiria restabelecer a passagem marítima em até sete dias, desde que as exigências fossem atendidas. Os Estados Unidos responderam por meio de intermediários do Catar.
O governo iraniano afirmou que sua prioridade nesta etapa é a segurança da navegação no estreito. Também negou ter iniciado negociações nucleares com Washington em troca de alívio de sanções.
Em declarações anteriores, autoridades de Teerã apontaram entre suas exigências o encerramento da guerra em todas as frentes, a liberação de recursos iranianos congelados e a suspensão do bloqueio naval americano.
Importância do corredor
Antes da guerra iniciada no fim de fevereiro, o corredor concentrava aproximadamente um quinto dos fluxos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), segundo a reportagem.
A continuidade das restrições mantém a incerteza sobre o transporte de energia pelo Golfo. Para armadores e compradores, a avaliação de risco envolve disponibilidade de cargas, segurança dos navios e previsibilidade dos prazos.
Mesmo uma reabertura anunciada exigiria acompanhamento das condições efetivas de passagem. O avanço diplomático será decisivo para que empresas possam reorganizar viagens e contratos com maior segurança, sem depender apenas de sinalizações sobre um possível acordo.






