A Fragata Tamandaré (F200), primeira embarcação da nova classe de escoltas da Marinha do Brasil, recebeu a notação DNV SHOCK, que reconhece a resistência de equipamentos e sistemas considerados essenciais diante de fortes cargas mecânicas. As informações são do site Poder Naval.
O certificado foi entregue à TKMS durante a feira marítima SMM, em Hamburgo, na Alemanha. Segundo as informações divulgadas, esta é a primeira aplicação da notação a um projeto MEKO A100MB e também o primeiro reconhecimento desse tipo concedido a um navio baseado em um projeto desenvolvido na Europa.
Para emitir a certificação, a sociedade classificadora DNV analisou relatórios de testes e cálculos referentes a equipamentos cuja falha poderia comprometer funções principais, a segurança da tripulação ou a capacidade operacional da fragata. A avaliação seguiu os requisitos da norma DNV NAVAL Pt.3 Ch.1 e do padrão de choque adotado pela TKMS.
Navio de combate
A resistência a choque está associada à capacidade de manter sistemas essenciais em funcionamento após uma explosão ou outro evento que produza cargas mecânicas intensas. Em um navio de combate, essa proteção alcança componentes ligados aos sensores, às comunicações, ao comando e controle, à geração de energia e aos sistemas de armas.
A notação não significa que a fragata seja imune a ataques nem que toda a embarcação tenha passado por um único ensaio de explosão. O reconhecimento confirma que os equipamentos selecionados atendem aos critérios estabelecidos para suportar determinados níveis de choque, com base nos testes e cálculos examinados pela classificadora.
Entregue à Marinha do Brasil em março de 2026, a F200 integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré, conduzido pela Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pela TKMS, Embraer Defesa & Segurança e Atech, sob gestão da Emgepron.
Além do valor operacional, a certificação acrescenta experiência técnica à construção naval militar realizada no país. A integração e a qualificação desses sistemas em Itajaí, Santa Catarina, podem contribuir para as próximas unidades da classe e para futuros projetos da indústria naval brasileira.






