O ciclone-bomba, responsável pelos temporais e pelas rajadas de vento superiores a 100 km/h registrados nos últimos dias, já está sobre o Oceano Atlântico e continua se afastando da costa brasileira neste sábado, 8 de agosto. Mesmo distante do continente, o sistema ainda influencia as condições meteorológicas e marítimas do país.
A previsão indica redução gradual da intensidade dos ventos em terra. Ainda assim, pontos das regiões Sul e Sudeste podem registrar rajadas de até 90 km/h ao longo do dia.
No oceano, a situação continua exigindo atenção. Formado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, o ciclone ganhou força durante seu deslocamento para alto-mar. A interação com outro ciclone extratropical próximo ao litoral da Argentina mantém uma extensa faixa de ventos intensos sobre o Atlântico.
Agitação marítima deve chegar ao Nordeste
Neste sábado, as ondas podem alcançar 2,5 metros no litoral da Região Sul. Os efeitos também devem ser percebidos na costa de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Para o domingo (9), são esperadas ondas entre 2 e quase 3 metros em trechos do Sul e do Sudeste. A partir de segunda-feira (10), a ressaca deverá avançar em direção ao litoral da Bahia e, posteriormente, atingir outros pontos da costa leste do Nordeste.
As condições podem afetar a navegação, a pesca, as atividades portuárias e o turismo náutico. Em áreas sob aviso meteorológico, embarcações de pequeno porte devem redobrar a atenção antes de sair para o mar.
Nova frente fria avança pelo Centro-Sul
Enquanto o ciclone se distancia, uma nova frente fria começa a modificar o tempo no Centro-Sul do Brasil. O sistema deverá provocar chuvas intensas e temporais principalmente no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo.
Também são esperados efeitos em áreas de Mato Grosso do Sul, além da manutenção de temperaturas mais baixas nos estados sulistas.
O termo “ciclone-bomba” é empregado quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica rapidamente. Esse processo pode ampliar a velocidade dos ventos, o volume de chuva e a queda das temperaturas, além de provocar forte agitação no oceano.






