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Lisboa sedia conferência internacional sobre transição energética e inovação nos portos

A transição energética, a digitalização e os modelos de concessão portuária estarão no centro da Conferência Internacional sobre Desempenho, Inovação e Sustentabilidade dos Portos (CIDIS 2026), marcada para os dias 19 e 20 de outubro, em Lisboa, Portugal. O encontro reunirá representantes de governos, instituições financeiras, organizações setoriais e portos de diferentes continentes.

Organizada pela LOGISTEL e pela Católica Porto Business School, a conferência será realizada no auditório da Agência Europeia da Segurança Marítima, no Cais do Sodré. A previsão é reunir cerca de 40 palestrantes de mais de dez países, distribuídos por quatro continentes, com participação de representantes do Brasil.

Segundo a programação divulgada, a abertura contará com Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação de Portugal; João do Carmo Brito Soares, ministro dos Transportes e Mar de Cabo Verde; e João Jorge Matlombe, ministro dos Transportes e Logística de Moçambique. A Espanha estará representada por Benito Núñez Quintanilla, secretário-geral dos Transportes Aéreos e Marítimos.

Sessões temáticas

O programa será dividido em dez sessões temáticas. Entre os assuntos previstos estão estratégia portuária, economia circular, novas energias, descarbonização, inteligência artificial e integração entre diferentes modais de transporte. Também serão discutidos economia azul, segurança, reputação do setor e transbordo de cargas entre navios, atividade conhecida como transhipment.

A relação entre financiamento e transformação dos portos terá espaço com a participação prevista do Banco Africano de Desenvolvimento, do Banco Europeu de Investimento e do Banco Mundial. O encontro também deverá reunir representantes da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), da Organização Europeia dos Portos Marítimos e da Associação Internacional de Portos.

A combinação desses temas reflete desafios que precisam ser enfrentados de forma integrada. A adoção de combustíveis de menor emissão exige infraestrutura e planejamento de investimentos, enquanto a digitalização depende da troca de informações entre terminais, transportadores e autoridades. Nesse cenário, decisões sobre concessões e financiamento influenciam a capacidade dos portos de incorporar novas tecnologias.

Para o setor portuário brasileiro, a participação oferece espaço para comparar experiências de modernização, descarbonização e conexão com as cadeias logísticas. A conferência prevê contribuições de portos e organizações de Portugal, Espanha, França, Países Baixos, Japão, Brasil, Cabo Verde, Angola e Moçambique, permitindo discutir soluções aplicadas em diferentes condições econômicas e regulatórias.

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