Um conceito de unidade flutuante para produzir, armazenar e transferir amônia azul recebeu aprovação de princípio da DNV, sociedade classificadora que avalia projetos e ativos marítimos. A proposta foi desenvolvida pela BW Offshore em conjunto com a McDermott.
A avaliação, divulgada em 2 de outubro, representa uma etapa inicial de análise técnica. Ela estabelece uma referência para o desenvolvimento posterior, sem equivaler à aprovação final de uma unidade pronta para operar.
O conceito utiliza a arquitetura de um FPSO, sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. A proposta adapta essa estrutura para produzir amônia a partir de recursos de gás offshore.
Captura de carbono
A expressão amônia azul se refere à produção baseada em combustível fóssil associada à captura de dióxido de carbono. O desempenho ambiental dependerá das características e da eficiência do projeto implantado.
A BW Offshore pretende trabalhar com desenvolvedores de óleo e gás e outros parceiros para avançar em possíveis projetos. A proposta busca atender à demanda por combustíveis de menor emissão na navegação e na geração de energia.
A validação de um conceito ajuda a organizar as próximas decisões, mas o investimento exige uma análise comercial própria. Disponibilidade de matéria-prima, compradores e condições de entrega precisam ser compatíveis com o custo da instalação flutuante.
Também será necessário demonstrar o resultado climático de cada projeto. A denominação do combustível, sozinha, não informa quanto carbono será capturado ou quais emissões ocorrerão entre a extração do gás e o uso final da amônia.
Para fornecedores do setor naval e offshore, uma eventual implantação pode abrir espaço para equipamentos e serviços especializados. Essa demanda, porém, só poderá ser dimensionada com a definição da unidade, de sua localização e dos contratos que sustentarão a produção.






