A Bahia iniciou na terça-feira, 27 de outubro, as atividades da Câmara Setorial da Pesca e Aquicultura. A iniciativa da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) reúne instituições públicas e privadas para discutir estratégias de desenvolvimento das duas atividades.
Na primeira reunião, João Neto, da Associação de Pescadores de Bom Jesus da Lapa, foi eleito presidente para o biênio 2026–2028. A instalação integra o projeto de revitalização das câmaras setoriais, realizado com a Fundação Luís Eduardo Magalhães.
O trabalho inicial será dedicado ao levantamento de dados e à elaboração de um plano estratégico. O grupo também acompanhará assuntos relacionados ao gerenciamento costeiro, ao planejamento espacial marinho e à economia do mar.
Entre suas atribuições estão propor diretrizes e acompanhar os resultados das ações estaduais. A composição inclui associações de pescadores e marisqueiras, além de representantes de comunidades indígenas e quilombolas.
Produção aquícola cresce no estado
A instalação ocorre em um cenário de expansão da aquicultura baiana. Segundo dados do IBGE divulgados pela Seagri, o valor da produção passou de R$ 278,8 milhões, em 2024, para R$ 319,4 milhões, em 2025, avanço de 14,6%.
A tilápia respondeu por R$ 144,1 milhões e alcançou 13,3 mil toneladas. O camarão somou R$ 129,8 milhões, com produção de 6,2 mil toneladas no mesmo ano.
Glória, no norte do estado, liderou a produção de tilápia, com 8,5 mil toneladas. Valença, no Baixo Sul, ocupou a primeira posição na produção de camarão, com 2,7 mil toneladas.
O plano de ação deverá considerar tanto a aquicultura quanto as demandas da pesca artesanal e industrial. O levantamento inicial ajudará o colegiado a organizar prioridades para realidades produtivas distintas no litoral e no interior.






