A Marinha do Brasil prepara a implantação do Centro de Fusão de Informações do Atlântico Sul, denominado IFC Atlântico Sul. A estrutura funcionará no Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul, o COMPAAz, no Rio de Janeiro, e deverá reunir, analisar e compartilhar informações sobre uma área de aproximadamente 40,3 milhões de quilômetros quadrados. As informações são do site Defesa em Foco.
Nesse espaço está incluída a Amazônia Azul, área marítima de cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados sob jurisdição ou interesse direto do Brasil. A região concentra rotas comerciais, campos de petróleo e gás, zonas pesqueiras, cabos submarinos, portos e outras infraestruturas relevantes para a economia nacional.
O novo centro deverá transformar dados recebidos de diferentes fontes em relatórios analíticos, avaliações de risco e alertas operacionais. A proposta é aumentar a previsibilidade das operações, reforçar a segurança da navegação e facilitar a coordenação entre as instituições envolvidas.
Rede nacional
A rede nacional prevista reúne órgãos como Polícia Federal, Receita Federal, Ibama, ICMBio, Censipam, Agência Nacional do Petróleo, Agência Nacional de Transportes Aquaviários e DNIT. Autoridades portuárias, governos estaduais, Petrobras, Transpetro e representantes da comunidade marítima também poderão participar do intercâmbio de informações.
No plano internacional, o projeto deverá estabelecer conexões com marinhas, guardas costeiras e centros de fusão de informações de outras partes do mundo. Estão previstas articulações com integrantes da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul e com organizações dedicadas ao combate de crimes marítimos e ao acompanhamento da navegação.
A infraestrutura contará com sala de operações, áreas de coordenação, espaços para recepção de parceiros e ambientes destinados à integração das equipes. O objetivo é melhorar a resposta a atividades ilícitas, acidentes, emergências ambientais e ocorrências que possam afetar a circulação de embarcações ou instalações estratégicas.
O centro também poderá contribuir para o acompanhamento de pesca ilegal, tráfico de drogas, contrabando, pirataria, derramamentos de óleo e ameaças contra plataformas, terminais e cabos submarinos.
Para a Economia do Mar, informação integrada é uma infraestrutura tão importante quanto portos e navios. A capacidade de identificar riscos com antecedência reduz possíveis interrupções e amplia a proteção de cadeias logísticas, ativos energéticos e recursos naturais. O resultado do centro, entretanto, dependerá da qualidade dos dados, da confiança entre os participantes e da rapidez com que as análises forem transformadas em decisões operacionais.
Post atualizado às 8h do dia 24/09/2026 para correção referente ao nome do COMPAAz.






