Dez pesquisadores de mestrado e doutorado começaram a atuar em empresas vinculadas às cadeias da Economia Azul no Ceará. A iniciativa faz parte da Jornada da Residência de Inovação, desenvolvida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará por meio do Observatório da Indústria.
Cada pesquisador será inserido em uma das dez empresas participantes durante três meses. Nesse período, deverá identificar desafios e desenvolver soluções aplicadas à operação dos negócios.
Os projetos estão divididos em duas áreas: transformação digital e biotecnologia azul. A primeira abrange o uso de tecnologias digitais em processos, produtos e modelos de negócio. A segunda explora recursos biológicos marinhos para o desenvolvimento de soluções em diferentes setores.
Parceria
A jornada é realizada em parceria com a Universidade de Fortaleza e o Instituto de Desenvolvimento, Estratégia e Conhecimento, responsáveis pelo acompanhamento técnico dos residentes e das empresas.
Uma das ferramentas empregadas será o Índice de Monitoramento Azul, criado pelo Observatório da Indústria Ceará. O instrumento pretende acompanhar o estágio de desenvolvimento de empresas e cadeias de valor relacionadas à Economia Azul.
A residência avança sobre uma dificuldade recorrente do setor: transformar conhecimento acadêmico sobre recursos marinhos em soluções que possam ser testadas dentro das empresas. Ao colocar pesquisadores diante de problemas concretos, o programa permite avaliar quais tecnologias têm aplicação comercial e quais obstáculos ainda limitam seu uso pelas cadeias produtivas.






