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Biorrefinaria da Acelen na Bahia deve iniciar operação em maio de 2029

A Acelen pretende iniciar, em 4 de maio de 2029, a operação de sua biorrefinaria na Bahia. A unidade será construída ao lado da Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, com investimento estimado em US$ 3 bilhões (mais de R$ 15 bilhões pela cotação atual), considerando também o desenvolvimento da cadeia produtiva da macaúba. As informações são do jornalista Donaldson Gomes, editor de Economia do Jornal CORREIO.

O empreendimento terá capacidade para produzir até 1 bilhão de litros por ano de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde. O óleo extraído da macaúba será uma das principais matérias-primas utilizadas no processo industrial. O CEO da Acelen, Luiz de Mendonça, definiu a futura unidade como uma “fábrica de energia do século 21”.

O cronograma foi apresentado durante um encontro entre representantes da companhia e lideranças das comunidades próximas à Refinaria de Mataripe. A reunião, realizada na terça-feira, 25 de agosto, também marcou os três anos do projeto social Acelen Acender.

Geração de empregos

Durante o pico das obras, a expectativa é de que a construção gere mais de 3 mil empregos diretos. Após o início da produção, a empresa projeta a criação de até 4 mil postos de trabalho diretos e indiretos, considerando a operação industrial e as diferentes etapas da cadeia de biocombustíveis.

A logística de implantação será planejada para reduzir os impactos sobre Candeias e os demais municípios do entorno. Segundo Celso Ferreira, vice-presidente de operações da Refinaria de Mataripe e da Biorrefinaria Acelen Renováveis, a companhia pretende transportar pelo mar a maior quantidade possível de equipamentos, diminuindo a pressão sobre as estradas da região.

Infraestrutura marítima

No campo social, a Acelen anunciou mais R$ 2,678 milhões para sete projetos que serão executados no segundo semestre em Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde e Ilha de Maré. Desde sua criação, o Acelen Acender recebeu mais de R$ 7 milhões e beneficiou diretamente 768 pessoas por meio de ações de qualificação, inclusão produtiva e apoio a jovens, pescadores, marisqueiras, empreendedores, lideranças comunitárias e organizações da sociedade civil.

Além de ampliar a participação da Bahia na transição energética, a biorrefinaria poderá aproximar a indústria de combustíveis renováveis da infraestrutura marítima já existente na Baía de Todos-os-Santos. A escala anunciada, entretanto, exigirá integração entre produção agrícola, processamento industrial, transporte e exportação, além de medidas capazes de assegurar que a expansão da macaúba ocorra com critérios ambientais e benefícios econômicos duradouros para as comunidades locais.

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