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Testes com etanol no transporte marítimo abrem perspectiva para cadeia brasileira

O uso de etanol como combustível marítimo abre uma possibilidade de mercado para produtores e fornecedores brasileiros. Um teste anunciado em Singapura, envolvendo a Maersk e parceiros portuários, pretende avaliar procedimentos de abastecimento, medição e segurança. As informações são do site Defesa em Foco.

O Brasil já participou de uma operação com etanol no Porto de Santos. A experiência demonstra capacidade de organizar o fornecimento, mas ainda não representa uma rede consolidada de abastecimento marítimo com o combustível.

Segundo a reportagem, a produção brasileira alcançou 35,9 bilhões de litros em 2025. Esse volume já atende diferentes mercados e não pode ser tratado como excedente disponível para navios. A expansão dependerá de contratos, especificações técnicas e competitividade de preço.

Oportunidades

Além das usinas, uma eventual demanda marítima pode envolver terminais de líquidos, armazenagem, transporte, inspeção e serviços de engenharia. Oportunidades surgirão à medida que houver operações repetíveis e compradores dispostos a contratar o produto.

Para o produtor, atender ao mercado naval poderá exigir uma organização comercial diferente daquela utilizada em outros segmentos. Será preciso garantir qualidade consistente, documentação e entrega no prazo combinado com a escala do navio. Uma cadeia produtiva de grande dimensão oferece uma base relevante, mas a confiabilidade do abastecimento será avaliada em cada operação.

A decisão dos armadores também dependerá da compatibilidade com seus motores e da disponibilidade do combustível ao longo das rotas. Isso torna importante a coordenação entre produtores, fabricantes de equipamentos, fornecedores e portos. O mercado poderá avançar conforme essas partes consigam reduzir as incertezas técnicas e oferecer condições previsíveis de fornecimento.

A avaliação ambiental precisa considerar toda a cadeia, da produção ao uso a bordo. Para transformar testes em mercado, será necessário combinar comprovação de desempenho, rastreabilidade e infraestrutura adequada nos portos de abastecimento.

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