A Fragata Tamandaré (F200) e o Submarino Humaitá (S41) participaram da Operação FRATERNO XXXIX, realizada pelas marinhas do Brasil e da Argentina em agosto. O exercício marcou a estreia dos dois meios brasileiros em uma operação combinada internacional.
As atividades ocorreram em águas argentinas, entre Puerto Belgrano e Mar del Plata, e incluíram guerra antissubmarino, defesa aérea, tiro e manobras táticas.
O contingente brasileiro também contou com a Fragata União, o Navio de Socorro Submarino Guillobel e duas aeronaves AH-11B Super Lynx. A presença de diferentes plataformas permitiu treinar comunicações, compartilhar informações e coordenar procedimentos.
Unidade submarina real
O Humaitá ofereceu às equipes a oportunidade de praticar a busca e o acompanhamento de uma unidade submarina real. Os resultados específicos das ações de detecção não foram divulgados publicamente.
Esse tipo de treinamento exige interpretar informações em um ambiente no qual as condições do oceano interferem no desempenho dos sensores. Para as tripulações, a experiência permite exercitar decisões que dependem tanto dos equipamentos quanto da coordenação entre os profissionais envolvidos.
Incorporada em abril, a Tamandaré integra o programa de renovação das escoltas brasileiras. Já o Humaitá pertence à classe Riachuelo, construída no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos.
A atuação conjunta também aproxima duas capacidades complementares da defesa marítima. Enquanto as fragatas podem desempenhar diferentes missões de escolta e proteção, os submarinos acrescentam possibilidades de vigilância e dissuasão. O preparo desses meios está relacionado à proteção das rotas comerciais e das atividades econômicas desenvolvidas no mar.
Realizada desde 1978, a FRATERNO fortalece a cooperação naval entre os dois países e contribui para o preparo das forças que atuam no Atlântico Sul.






