A Marinha do Brasil realiza, no Rio de Janeiro, a 16ª edição do Curso de Operações de Paz para Mulheres, que reúne 54 participantes de 20 países entre os dias 10 e 14 de agosto. A capacitação acontece no Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval (COpPazNav) e prepara militares e civis para atuação em missões da Organização das Nações Unidas (ONU).
Do total de participantes, 31 são brasileiras — entre militares da Marinha e representantes de instituições de ensino superior — e 23 vêm do exterior. A turma conta com integrantes de países das Américas, África e Ásia, ampliando o intercâmbio internacional de experiências relacionadas à segurança, defesa e operações humanitárias.
A programação combina aulas sobre o sistema das Nações Unidas, estudos de casos e exercícios práticos. Entre os temas discutidos estão a agenda Mulheres, Paz e Segurança, a atuação de civis em operações de paz, a proteção de populações vulneráveis e os desafios enfrentados por militares em missões internacionais.
Questões abordadas
As participantes também analisam experiências em operações realizadas pela ONU na República Centro-Africana, no Saara Ocidental, no Líbano e no Haiti. Os debates abordam questões como violência sexual em áreas de conflito, participação feminina nas missões e integração entre diferentes áreas de atuação.
Parte do treinamento é realizada em campo, nas Instalações de Treinamento de Combate Urbano, onde as alunas participam de simulações voltadas à tomada de decisão, liderança, negociação e atuação em ambientes hostis. O curso será encerrado na sexta-feira (14) com um exercício prático que reunirá os conhecimentos desenvolvidos ao longo da semana.
Criado em 2018, o curso está ligado à agenda internacional Mulheres, Paz e Segurança e busca ampliar a presença feminina em operações de manutenção da paz. Segundo a Marinha, ex-alunas da capacitação já receberam reconhecimento internacional pela atuação em missões da ONU.
Além de militares, a edição conta com estudantes e representantes de instituições como UFRJ, UFF, Ibmec, Estácio, PUC-Rio, FMU e Escola de Guerra Naval. A participação conjunta de civis e integrantes das Forças Armadas busca aproximar diferentes perspectivas sobre segurança internacional, cooperação e resposta a crises humanitárias.
Com informações da Agência Marinha de Notícias.






