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Ondas de calor marinhas alteram ecossistemas e pressionam a pesca na Europa

As ondas de calor marinhas estão mudando a distribuição de espécies e afetando atividades pesqueiras em partes da Europa.

No verão de 2026, a temperatura média da superfície do mar na região atingiu o maior nível desde o início da série histórica usada pela Reuters, em 1982.

Na costa norte da Espanha, pesquisadores estimam que cerca de 95% das florestas de kelp tenham desaparecido em algumas áreas.

Habitat e alimento

Esses ecossistemas servem de habitat e alimento para espécies como lagostas, lagostins e ouriços-do-mar. No Mediterrâneo, espécies vindas de águas mais quentes avançam e competem com populações locais.

No Canal da Mancha, o aumento da temperatura favoreceu a reprodução de polvos. Alguns pescadores passaram a capturá-los, mas a expansão da espécie também reduziu a disponibilidade de crustáceos em áreas de pesca.

Uma entidade local estima perdas de cerca de 10 milhões de libras em capturas de mariscos entre janeiro e setembro de 2025, parcialmente compensadas por desembarques de polvo.

Os efeitos não são iguais para todos os pescadores. A mudança pode criar novas oportunidades de captura, mas também exige adaptação de equipamentos e práticas e torna mais difícil planejar a atividade com base em padrões históricos.

 

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