Empresas e representantes dos governos do Brasil e do Marrocos se reuniram recentemente em Casablanca para discutir oportunidades na cadeia do pescado.
Realizado em 17 de setembro, o seminário tratou de comércio, investimentos e parcerias em pesca e aquicultura. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) apresentou o país como potencial fornecedor e buscou aproximar os setores produtivos dos dois mercados.
O interesse brasileiro está ligado à posição do Marrocos na cadeia marítima. O país tem tradição na pesca, atividade de processamento e infraestrutura portuária, além de conexões comerciais com outros mercados africanos e europeus.
Possível parceria
Uma parceria pode envolver tanto a venda direta de pescado quanto etapas de beneficiamento e agregação de valor.
Essas possibilidades ainda dependem de negociação entre empresas e do atendimento às regras de cada destino. Certificação, rastreabilidade e conformidade sanitária estiveram entre os assuntos apontados pelo ministério.
São exigências concretas para transformar uma aproximação comercial em fornecimento regular, especialmente quando o produto precisa atravessar fronteiras mantendo qualidade e documentação adequada.
A agenda em Casablanca integrou uma missão brasileira realizada entre 14 e 19 de setembro. Na ocasião, o MPA informou que havia previsão de assinatura de memorandos de entendimento em Rabat.
O seminário abriu espaço para conversas e identificação de negócios, contudo, a notícia divulgada pelo ministério não anunciou contratos comerciais fechados no encontro.






