O preço do petróleo voltou a ultrapassar US$ 90 por barril na segunda-feira, 17 de agosto, pressionado pelo temor de uma nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorreu após o encerramento do prazo estabelecido para um acordo entre os dois países. Levantamento da Revista Economia do Mar realizado na tarde da terça-feira (18), apontou que o valor do Brent chegou a US$ 91,27 por barril, ante US$ 84,14 do WTI.
O valor do Brent é referência internacional, enquanto o petróleo WTI é usado como base nos Estados Unidos.
A valorização reflete o risco de novas interrupções no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes para o mercado global de energia. Antes da atual crise, aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo e gás transitava pela região.
Fluxo de embarcações
O fluxo de embarcações permanece abaixo da média, enquanto o Irã afirma ter adotado uma postura militar mais ofensiva. Os ataques dos houthis a navios no Estreito de Bab el-Mandeb também aumentam a insegurança sobre as rotas que conectam o Mar Vermelho ao Oceano Índico.
A instabilidade afeta não somente as cotações do petróleo. Armadores enfrentam custos maiores com seguros, segurança e desvios de rota, fatores que podem elevar os fretes e os preços das mercadorias transportadas por via marítima.
Para o Brasil, a alta pode favorecer as receitas das empresas produtoras e a arrecadação vinculada ao petróleo. Em contrapartida, a permanência das cotações em níveis elevados pressiona combustíveis, custos logísticos e inflação, especialmente se a crise comprometer por mais tempo a navegação nos principais estreitos do Oriente Médio.






