O avanço dos houthis sobre posições próximas ao estreito de Bab el-Mandeb ampliou os riscos para a navegação comercial no Mar Vermelho. As informações são da Reuters.
O grupo alinhado ao Irã alcançou a ilha de Perim, também conhecida como Mayun, e áreas na região costeira de Dhubab, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
A ilha está localizada em um ponto estratégico do estreito que conecta o Golfo de Áden ao Mar Vermelho. A passagem integra a rota utilizada pelos navios que transitam entre o Oceano Índico, o Canal de Suez e o Mediterrâneo.
Ameaças na região do estreito
Forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita teriam deixado algumas posições durante o avanço. Embora a movimentação não represente necessariamente o fechamento do estreito, ela pode ampliar a capacidade dos houthis de ameaçar ou monitorar embarcações na região.
Bab el-Mandeb já vinha sendo evitado por diferentes armadores devido aos ataques realizados desde 2023.
Diversas companhias passaram a desviar seus navios pelo Cabo da Boa Esperança, acrescentando dias de viagem, aumentando o consumo de combustível e pressionando os fretes.
A nova situação preocupa também o mercado de energia. Estimativas mencionadas pela Reuters apontam que a região está associada à passagem de aproximadamente 12% do comércio mundial e de cerca de 7% do abastecimento global de petróleo.
Uma interrupção mais ampla produziria efeitos sobre as cadeias que conectam a Ásia e a Europa, atingindo contêineres, petróleo, gás e outras cargas.
O risco também pode elevar os custos de seguros marítimos e os adicionais cobrados pelas tripulações para atravessar zonas de conflito.
O avanço ocorre em meio a uma crise regional mais ampla, que já pressiona as cotações do petróleo.
Para o setor marítimo, a prioridade será acompanhar a capacidade efetiva do grupo de operar a partir das novas posições e a reação das forças internacionais presentes na região.






