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Portos do Nordeste ampliam investimentos para atrair cargas e novas rotas

A expansão da infraestrutura portuária do Nordeste reúne projetos para ampliar a capacidade de movimentação de cargas e fortalecer a participação da região no comércio exterior. Na Bahia, o destaque é o Porto Sul, em Ilhéus, enquanto novos arrendamentos em três estados devem abrir espaço para investimentos em terminais.

Executado pela Bahia Mineração (Bamin), o projeto do Porto Sul recebeu aprovação do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) e prevê R$ 6,59 bilhões em investimentos. O empreendimento está associado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que deverá conectar áreas produtoras do interior à costa baiana.

A proposta é estruturar um corredor logístico para o escoamento de minério de ferro, grãos e celulose produzidos na Bahia e no Centro-Oeste. A conexão entre ferrovia e porto busca ampliar as alternativas de transporte dessas cargas e reduzir os custos de acesso ao mercado internacional.

O avanço do terminal, porém, depende da implantação da Fiol. Segundo o site Bahia Econômica, o trecho entre Ilhéus e Caetité estava com 75% de execução e permanece com as obras suspensas desde abril de 2025. Essa ligação é necessária para viabilizar o fluxo de cargas previsto para o empreendimento.

Três terminais vão a leilão em dezembro

Outra frente de investimentos está prevista para 9 de dezembro, com o leilão de três terminais portuários na B3, em São Paulo. Os projetos abrangem instalações no Ceará, no Maranhão e na Bahia, com aportes estimados em R$ 582,3 milhões.

O maior investimento está previsto para o terminal MUC04, no Porto de Fortaleza, com aproximadamente R$ 429 milhões. No Porto do Itaqui, no Maranhão, uma área destinada à movimentação de fertilizantes deverá receber R$ 147 milhões. Já em Salvador, o leilão de um terminal de carga geral prevê R$ 6,39 milhões.

Os projetos atendem a diferentes demandas logísticas: enquanto o terminal de fertilizantes está ligado ao abastecimento de cadeias agrícolas, a área de carga geral amplia as possibilidades de atendimento a outros segmentos produtivos.

A atração de novas cargas e rotas comerciais dependerá também das condições de acesso aos portos e da integração com os transportes terrestres. No caso baiano, a situação da Fiol evidencia como o avanço da infraestrutura ferroviária e o desenvolvimento portuário precisam caminhar juntos para que a capacidade planejada se traduza em operações.

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