Alfândegas brasileiras interceptaram 943 contêineres com minerais destinados à exportação irregular nos últimos dois anos. As apreensões somam 25 mil toneladas e incluem cobre, manganês, ilmenita, quartzo e outros materiais. Os dados foram obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo junto à Receita Federal em Santos.
O cobre foi o mineral mais apreendido: mais de 10 mil toneladas distribuídas em 395 contêineres desde 2024. As operações ocorreram em portos como Belém, Santos, Pecém, Itajaí, Salvador e Vitória. O manganês aparece em seguida, com quase 8 mil toneladas retidas.
Segundo a Receita Federal, uma das práticas identificadas é o uso de notas fiscais falsas e de empresas de fachada para dar aparência legal a minérios extraídos irregularmente.
Documentos de origem
Como as cargas ocupam grande volume e são transportadas de forma visível, a fraude se concentra sobretudo nos documentos que informam sua origem.
Uma carga de 25 mil toneladas de manganês chegou a ser exportada em um navio graneleiro pelo porto de Belém antes da ação da Receita. O caso resultou em multa de R$ 10 milhões.
A Agência Nacional de Mineração afirma que o comércio ilegal também prejudica empresas regulares e pode comprometer a credibilidade do minério brasileiro no mercado internacional.
A movimentação das cargas entre diferentes portos mostra a importância de acompanhar a origem do minério ao longo de toda a cadeia, até o embarque.






