A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Ambientes em Rede abriram um levantamento nacional para identificar quem desenvolve soluções climáticas relacionadas ao oceano e à zona costeira brasileira. A iniciativa conta com apoio do Instituto Clima e Sociedade.
O “Projeto Oceano-Clima: Diagnóstico Nacional das Capacidades da Sociedade Brasileira” utiliza um questionário on-line para reunir informações sobre áreas de atuação, localização, estrutura e recursos das organizações participantes. O preenchimento leva, em média, 15 minutos.
Podem participar instituições de pesquisa, universidades, empresas, cooperativas, órgãos públicos, organizações comunitárias e entidades da sociedade civil. Entre os temas abrangidos estão pesca, aquicultura, turismo costeiro, conservação, energia, financiamento e planejamento territorial.
Plataforma pública
As respostas deverão alimentar a plataforma pública “Oceano-Clima: conectando soluções para o Brasil”, concebida para aproximar iniciativas e facilitar a identificação de oportunidades de cooperação.
Para a Economia do Mar, organizar essas informações pode ajudar a tornar visíveis competências que hoje permanecem dispersas. Uma organização com conhecimento sobre recuperação de manguezais, por exemplo, pode encontrar parceiros com capacidade de financiamento, monitoramento ou articulação com comunidades.
O alcance do diagnóstico dependerá da diversidade das respostas. A participação de organizações de diferentes regiões e portes será necessária para que a futura plataforma represente tanto os centros de pesquisa e grandes instituições quanto as iniciativas locais que atuam diretamente nos territórios costeiros.
Uma base organizada também pode oferecer elementos para decisões de financiadores e gestores públicos.
Conhecer a distribuição das equipes, suas especialidades e limitações permite avaliar onde já existem condições para ampliar projetos e onde será preciso investir primeiro em formação, estrutura ou capacidade de gestão.
A utilidade do levantamento dependerá ainda da atualização e do uso das informações após a coleta inicial. Para se transformar em instrumento de cooperação, a plataforma precisará facilitar o encontro entre organizações com necessidades e competências complementares.
Esse é o caminho para que o diagnóstico contribua para projetos executáveis nos diferentes contextos do litoral brasileiro.






