A Bacia do Ceará, integrante da Margem Equatorial brasileira, participa nesta quarta-feira, 7 de outubro, do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC6). A sessão pública da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está marcada para as 14h, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da agência no YouTube.
Estão aptos à oferta oito blocos exploratórios em águas profundas: seis no setor SCE-AP2 e dois no SCE-AP3. Os dois setores constam na relação oficial de áreas que poderão receber propostas das empresas participantes do certame. A inclusão no leilão, porém, não garante que todos os blocos serão arrematados.
A bacia possui aproximadamente 63 mil quilômetros quadrados, dos quais cerca de 52 mil estão no mar. Embora já registre produção de petróleo e gás em águas rasas, sua porção de águas profundas permanece pouco explorada. A ANP classifica os setores ofertados como fronteira exploratória, condição que evidencia a necessidade de ampliar o conhecimento geológico sobre essas áreas.
Bônus e PEM
Na disputa pelos blocos, serão considerados o bônus de assinatura ofertado e o Programa Exploratório Mínimo (PEM), que reúne as atividades que as empresas se comprometem a executar na fase inicial dos contratos. Ao todo, 46 empresas estão aptas a participar do ciclo de concessão, sem que isso implique apresentação de propostas por todas elas ou interesse específico nas áreas do Ceará.
O eventual arremate de um bloco não representa autorização imediata para perfurar poços ou iniciar a produção. O avanço das atividades depende das etapas posteriores à licitação, do cumprimento das obrigações contratuais e do respectivo licenciamento ambiental.
Para o Ceará, o resultado poderá indicar o interesse das empresas em investir na investigação do potencial petrolífero de sua costa. Novas campanhas exploratórias podem ampliar a disponibilidade de dados sobre o subsolo marinho, mas a confirmação de descobertas e de sua viabilidade comercial exige estudos e investimentos posteriores.
A oferta também insere o estado no debate sobre a expansão da exploração de hidrocarbonetos na Margem Equatorial. Além do potencial de atração de investimentos e demanda por serviços, essa discussão envolve proteção ambiental, segurança das atividades no mar e compatibilidade dos projetos com os objetivos da transição energética.
A sessão poderá ser acompanhada pelo canal oficial da ANP no YouTube.






