A Transpetro e a Petrobras iniciaram medidas preventivas para manter o abastecimento de combustíveis na Região Norte durante a redução dos níveis dos rios amazônicos. A Operação Codajás, acionada na segunda quinzena de setembro, tem apoio da Marinha do Brasil e atenção especial ao transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado como gás de cozinha.
O planejamento prevê dedicação exclusiva dos navios gaseiros Gilberto Freyre e Jorge Amado, além do apoio de outras embarcações da frota. O navio-tanque Epic Baluan será posicionado em Coari, no Amazonas, para ampliar a capacidade de armazenamento disponível na região.
A estratégia inclui monitoramento das condições de navegação, posicionamento antecipado de embarcações e sondagem de trechos críticos com apoio da Marinha. A intenção é adaptar o transporte às restrições de profundidade antes que elas comprometam a movimentação dos produtos.
Escoamento da produção
Criada em 1995, a iniciativa também contribui para o escoamento da produção de Urucu. Durante a seca histórica de 2024, a Transpetro realizou 21 operações dedicadas e transportou mais de 16 mil toneladas de GLP para preservar o abastecimento regional.
O desafio logístico envolve conciliar a capacidade de carga dos navios com a profundidade disponível nos trajetos. Quando o nível da água diminui, o planejamento das viagens e dos estoques ganha peso para evitar interrupções.
Nesse cenário, o armazenamento adicional funciona como uma reserva de segurança. A antecipação das medidas busca reduzir a exposição do abastecimento às mudanças nas condições de navegação, especialmente no atendimento às famílias que dependem do gás de cozinha.






