A União Europeia avalia ampliar a operação naval Aspides, criada para proteger embarcações comerciais no Mar Vermelho. As informações são da Reuters.
Segundo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, a missão conta atualmente com cerca de seis navios de guerra, embora a necessidade estimada seja de pelo menos dez.
Diante do agravamento das ameaças na região, ela defende também o reforço dos meios aéreos.
Estreito
A preocupação está concentrada no estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao golfo de Áden e integra a rota entre a Ásia e a Europa pelo canal de Suez.
Avanços recentes dos houthis na costa do Iêmen aumentaram a capacidade do grupo de ameaçar a navegação. Mesmo quando um navio não é atacado, a percepção de risco pode afetar decisões de rota, seguros e custos de transporte.
Kallas pediu aos 27 países do bloco que aumentem suas contribuições à Aspides. A Itália, por sua vez, anunciou preparativos para uma operação própria de proteção aos seus navios mercantes, em meio à cobrança por uma resposta europeia mais rápida.
A eventual ampliação da missão dependerá, portanto, de embarcações e aeronaves disponibilizadas pelos países participantes.
Para armadores e empresas que dependem dessa rota, o númer de navios militares mobilizados é apenas parte da equação.
Também importa saber se a proteção conseguirá acompanhar a evolução das ameaças e dar previsibilidade às viagens.
Enquanto isso não estiver claro, o risco continuará entrando no cálculo de cada operação comercial.






