Os critérios para selecionar áreas destinadas à geração eólica offshore serão discutidos nesta quarta-feira, 19 de agosto, em webinar promovido pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O encontro contará com a participação da Empresa de Pesquisa Energética.
A metodologia elaborada pela EPE considera fatores técnicos, ambientais, sociais e econômicos. O objetivo é identificar regiões com condições favoráveis à geração de energia e, ao mesmo tempo, reduzir conflitos com atividades já existentes no espaço marinho.
Velocidade dos ventos, profundidade, características do solo, distância da rede elétrica e proximidade de portos interferem diretamente no custo dos projetos. Áreas mais distantes ou profundas podem exigir fundações, cabos e embarcações mais complexos.
Planejamento especial marinho
A análise também deve considerar rotas de navegação, pesca, unidades de conservação, instalações de petróleo e gás, áreas militares, turismo e ecossistemas sensíveis. A concentração de diferentes atividades na costa torna o planejamento espacial marinho uma etapa fundamental para o desenvolvimento do setor.
Segundo a EPE, as análises de caráter regional não substituirão o licenciamento ambiental de cada empreendimento. Os projetos continuarão sujeitos a estudos específicos sobre a localização das turbinas, dos cabos e das subestações, além dos impactos sobre a biodiversidade e as comunidades costeiras.
Ao escolher previamente as áreas menos sensíveis e economicamente mais competitivas, o governo pretende reduzir riscos para investidores e para a sociedade. A qualidade desse planejamento poderá determinar não apenas onde serão instalados os primeiros parques, mas também o custo e a aceitação da eólica offshore no Brasil.






