A BP iniciou a perfuração do primeiro poço exploratório do bloco Tupinambá, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.
A operação começou em 8 de setembro, quatro dias depois da emissão da licença ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O poço foi identificado como 1-BP-14-SPS. A campanha autorizada permite à companhia perfurar até três poços na área, com o objetivo de reunir informações sobre as formações geológicas e avaliar a existência de reservas comercialmente aproveitáveis.
Petróleo e gás
O bloco Tupinambá está próximo ao Bumerangue, onde a BP anunciou uma descoberta de petróleo e gás em 2025.
A proximidade aumenta o interesse exploratório pela região, embora os resultados obtidos em um bloco não garantam a presença de volumes economicamente viáveis em outro.
No início de setembro, BP e Shell também anunciaram um acordo envolvendo participações em projetos de águas profundas.
Pelo entendimento, a Shell ficará com 50% do bloco Tupinambá, sujeito às aprovações regulatórias necessárias, enquanto a bp permanecerá como operadora.
A perfuração abre oportunidades para empresas de apoio marítimo, logística, engenharia submarina, fornecimento de equipamentos e serviços especializados.
Caso uma descoberta seja confirmada, ainda serão necessários testes, estudos técnicos e uma avaliação comercial antes de qualquer decisão sobre o desenvolvimento da área.
A autorização de até três poços não significa, portanto, que o bloco entrará em produção.
A campanha corresponde à fase de investigação do reservatório, na qual as companhias tentam determinar a extensão, a qualidade e a viabilidade econômica dos recursos encontrados.






