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Sedimentos de dragagem recuperam 8,8 quilômetros da Praia de Itapoá

A recomposição da faixa de areia da Praia de Itapoá, em Santa Catarina, foi concluída recentemente com o aproveitamento de sedimentos retirados durante o aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga. O trabalho alcançou 8,8 quilômetros da orla e é considerado a maior obra de engordamento de praia já realizada no Brasil.

De acordo com o Informativo dos Portos, a dragagem do canal atingiu 88% de execução. A draga Galileo Galilei já retirou 10,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos, de um total previsto de 12 milhões. Parte desse material foi direcionada à Praia Pontal do Norte, à Praia Princesa do Mar e à Praia Figueira do Pontal.

O projeto também prevê a recuperação da vegetação de restinga. Mais de 180 mil mudas de seis espécies foram plantadas em 31 áreas da orla. Um sistema contínuo de dunas está sendo implantado para ajudar a fixar a vegetação e aumentar a estabilidade da nova faixa de areia.

Embarcações maiores

A dragagem permitirá que o complexo portuário receba embarcações de até 366 metros de comprimento e capacidade de 16 mil TEUs. Atualmente, o canal comporta navios de até 336 metros e aproximadamente 10 mil TEUs.

A obra tem investimento de R$ 333 milhões. O Porto de São Francisco do Sul aportará R$ 33 milhões, enquanto o Porto Itapoá financiará R$ 300 milhões, valor que será ressarcido até 2037 por meio das receitas adicionais geradas pelo aumento da movimentação. O novo canal também deverá eliminar uma operação intermediária de fundeio, com economia estimada em R$ 20 milhões por ano.

O reaproveitamento dos sedimentos conecta a ampliação da capacidade portuária à adaptação costeira. A durabilidade do resultado dependerá agora do monitoramento da dinâmica da praia, da manutenção das dunas e do comportamento do material depositado diante de ressacas e correntes marítimas.

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