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Vietnã e União Europeia discutem cooperação em economia azul

O Vietnã e a União Europeia discutem a construção de um programa de cooperação em economia azul e oceanos sustentáveis. O tema integrou reunião realizada em 14 de outubro, em Hanói, entre o ministro vietnamita da Agricultura e Meio Ambiente, Trịnh Việt Hùng, e o embaixador da União Europeia no país, Julien Guerrier.

A proposta contempla aquicultura sustentável, transição verde, governança dos oceanos, conservação marinha e redução da poluição por plásticos. As áreas foram apresentadas como possibilidades de cooperação, sem indicação de que todos os projetos já estejam contratados ou em execução.

A reunião também abordou comércio de alimentos, procedimentos sanitários e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. O Vietnã informou que trabalha no atendimento às recomendações da Comissão Europeia relacionadas ao tema.

Cadeias de pescado

A agenda mostra como conservação e acesso a mercados estão cada vez mais ligados nas cadeias de pescado. Rastreabilidade, controle das capturas e comprovação da origem influenciam a capacidade de fornecedores manterem relações comerciais.

A implantação dessas exigências precisa considerar a capacidade dos pequenos produtores e pescadores de atendê-las. Sistemas de registro, orientação técnica e acesso a equipamentos podem ser necessários para que a adequação não se transforme em uma barreira de participação. A qualidade do programa dependerá também de como essas necessidades serão incorporadas.

Para países com extensa atividade pesqueira e aquícola, a cooperação internacional pode facilitar o acesso a conhecimento e tecnologias. O desafio é converter os compromissos em melhorias verificáveis, com participação dos produtores e benefícios para as comunidades costeiras.

O acompanhamento dos resultados exigirá objetivos e formas de medição. Recuperação de ambientes, redução de resíduos e melhoria dos controles pesqueiros precisam de indicadores distintos. Definir responsabilidades, recursos e prazos será essencial para transformar a agenda diplomática em mudanças concretas nas atividades ligadas ao mar.

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