A Bureau Veritas concedeu aprovação em princípio a um projeto da Exmar para converter navios transportadores de gás natural liquefeito em unidades flutuantes de liquefação, conhecidas como FLNG. A solução busca reaproveitar embarcações existentes no desenvolvimento de reservas de gás localizadas no mar.
O conceito utiliza um navio do tipo membrana com capacidade efetiva para armazenar aproximadamente 170 mil metros cúbicos de GNL. Depois da conversão, a unidade poderá receber o gás produzido nos campos offshore, processá-lo, resfriá-lo até o estado líquido e armazená-lo a bordo para posterior transferência a outros navios. A vida útil projetada é de 25 anos.
A aprovação em princípio não significa que uma embarcação já esteja autorizada a operar. Ela indica que a sociedade classificadora avaliou o conceito e não identificou impedimentos técnicos fundamentais, desde que as etapas posteriores atendam aos requisitos de segurança e engenharia.
Alternativa
A conversão pode reduzir prazos e investimentos em comparação com a construção de uma unidade inteiramente nova. Também cria uma alternativa para navios gaseiros que ainda possuem estrutura aproveitável, mas deixaram de ser competitivos no transporte marítimo convencional.
Unidades FLNG permitem produzir gás em áreas afastadas de gasodutos e instalações terrestres. O modelo pode ser particularmente útil em reservas de pequeno e médio porte, que muitas vezes não justificam a construção de grandes plantas em terra.
O aproveitamento de navios existentes, porém, exige uma avaliação rigorosa das estruturas, dos sistemas de contenção, da segurança contra incêndio e da integração dos equipamentos de processamento. Se avançar para projetos comerciais, o conceito poderá ampliar as opções disponíveis para monetizar reservas offshore e prolongar a utilização de ativos marítimos.






