As deficiências nos acessos aos portos e na conexão entre modais continuam pressionando os custos das empresas brasileiras. A avaliação é de Monica Barros, executiva do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), apresentada durante o 2º Encontro Porto & Mar, no Rio de Janeiro.
Segundo a especialista, os custos logísticos podem representar cerca de 10% da receita empresarial. Problemas na infraestrutura também obrigam companhias a manter estoques adicionais para compensar atrasos e incertezas na circulação das mercadorias.
Conexões ferroviárias
Monica destacou que os investimentos privados dentro dos terminais não resolvem, isoladamente, as limitações da infraestrutura pública de acesso. A ausência de conexões ferroviárias adequadas dificulta o escoamento e restringe as alternativas de transporte disponíveis.
A executiva também defendeu maior integração da cadeia logística. A escolha do modal precisa considerar as características de cada carga e a eficiência do percurso completo, evitando decisões que apenas transfiram custos entre etapas.
Para o comércio marítimo, o desempenho do porto começa antes da chegada da mercadoria ao terminal. Quando o acesso terrestre impõe atrasos e despesas adicionais, parte dos ganhos obtidos com equipamentos e capacidade portuária se perde no trajeto.
Com informações do jornal A Tribuna.






