Frigoríficos brasileiros já iniciaram a produção de carne bovina destinada à China com foco na janela de exportações a partir de janeiro de 2027. A informação foi apresentada recentemente pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, durante a feira Sial Paris.
Segundo reportagem do Canal Rural, a maioria das empresas do setor já estaria organizando a produção para atender ao mercado chinês. Perosa, entretanto, mencionou informações sobre estoques elevados no país asiático, o que exige atenção à continuidade da demanda.
A entidade pretende acompanhar o comportamento das compras nos próximos 40 a 60 dias. Na avaliação do executivo, a persistência da demanda pode sustentar os preços, enquanto uma redução poderá pressionar os valores negociados.
Planejamento envolve armazenagem e transporte
A preparação para atender aos compradores também exige coordenação logística. Produzir antecipadamente envolve organizar armazenagem refrigerada, disponibilidade de equipamentos e prazos de entrega compatíveis com os contratos.
No transporte marítimo, a programação precisa conectar o frigorífico ao terminal e ao destino. A conservação da mercadoria depende da continuidade do controle de temperatura, incluindo os períodos de espera e as transferências entre etapas.
Além da China, Perosa identificou oportunidades com compradores do Oriente Médio, norte da África e Sudeste Asiático presentes na Sial Paris. A diversificação aparece como alternativa para ampliar destinos e reduzir a dependência de mercados específicos.
Para os operadores logísticos, essa diversificação pode exigir combinações diferentes de rotas, frequências e tempos de viagem. O desafio é ajustar a estrutura aos negócios efetivamente contratados, preservando a qualidade da carga e a previsibilidade da entrega.






