O consórcio formado pela Belov e pela Braserv prepara a execução de um contrato de aproximadamente R$ 50 milhões para o abandono e o descomissionamento de instalações do campo de Itaparica, na Baía de Todos-os-Santos. O projeto envolve o abandono definitivo de cinco poços e a retirada de seis jaquetas, estruturas que sustentam plataformas fixas.
Em informação divulgada em 6 de outubro, a Belov afirmou que os projetos de engenharia estavam na fase final de aprovação. O contrato com a Petrobras abrange engenharia, preparação, remoção e disposição dos materiais, em uma área de águas rasas.
O escopo inclui levantamentos técnicos, remoção de linhas, retirada de materiais metálicos, descontaminação e destinação final. A Belov lidera o consórcio, que reúne competências para executar tanto o abandono dos poços quanto os trabalhos nas estruturas marítimas.
Etapa industrial
O descomissionamento representa uma etapa industrial própria no ciclo dos ativos offshore. Sua execução depende de planejamento para retirar equipamentos, administrar riscos e definir o tratamento dos materiais resultantes. Cada instalação apresenta condições que precisam ser avaliadas antes do início dos serviços.
A integração entre engenharia, logística marítima e gestão ambiental influencia a segurança e o custo dos trabalhos. A destinação dos materiais também precisa ser considerada desde o planejamento, porque a retirada das estruturas gera necessidades de transporte, recebimento e processamento em terra.
Para a economia do mar, projetos desse tipo podem ampliar a atuação de empresas que já possuem experiência em serviços submarinos e infraestrutura naval. A capacidade de atender ao encerramento da vida útil das instalações passa a complementar o mercado associado à construção, à produção e à manutenção offshore.






