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Exportações à União Europeia avançam 30,7% e ampliam oportunidades para a logística brasileira

As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30,7% entre maio e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, na segunda semana de outubro.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as vendas ao bloco europeu atingiram US$ 44,17 bilhões, alta de 20%. O desempenho acompanha os primeiros meses de aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, iniciada em 1º de maio.

O avanço, entretanto, não permite atribuir todo o crescimento ao tratado. Preços internacionais, câmbio, demanda e disponibilidade de produtos também influenciam o valor exportado. Na análise publicada pela CNN Brasil, o período ainda é curto para separar o efeito das mudanças tarifárias dos demais fatores.

A composição das vendas também merece atenção. Petróleo bruto, café, farelo de soja e minérios continuam entre os principais produtos brasileiros destinados ao mercado europeu. Há sinais de crescimento em segmentos industriais, mas a diversificação precisa ser acompanhada por uma série mais longa de resultados.

Oportunidades para portos e transporte marítimo

Para a cadeia logística, a expansão comercial pode abrir espaço para novos serviços de transporte, armazenagem e distribuição. Esse efeito dependerá, porém, do perfil das mercadorias e da regularidade dos embarques: o crescimento da receita exportadora não corresponde necessariamente a um aumento equivalente no volume físico transportado.

Uma pauta mais diversificada também exige estruturas diferentes. Produtos industrializados, alimentos refrigerados e cargas de maior valor demandam atenção a prazos, conservação, rastreabilidade e integração entre os transportes terrestre e marítimo.

Nesse cenário, a competitividade começa antes do embarque. A vantagem comercial obtida pelo exportador pode ser reduzida por atrasos, custos de armazenagem ou dificuldades no acesso aos terminais. Aproveitar o mercado europeu exige conectar a produção brasileira a uma logística capaz de entregar com previsibilidade.

Com informações da ISTOÉ Independente e da CNN Brasil.

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