A Brava Energia identificou a presença de gás em seu primeiro poço exploratório terrestre no Campo de Sanhaçu, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. As informações são do Money Times.
A ocorrência foi comunicada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e divulgada ao mercado em 15 de outubro.
O poço de extensão 3-SAN-6D-RN atingiu a profundidade final de 2.230 metros. Durante a perfuração, foi constatado que o reservatório principal do campo está saturado com gás. A companhia realizará estudos técnicos para avaliar as dimensões da acumulação e estimar seu eventual potencial produtivo.
Até a divulgação do comunicado, a empresa não havia apresentado estimativas de volume, prazo para conclusão das análises ou previsão de investimentos adicionais. Portanto, o resultado ainda depende de avaliação para que seus possíveis efeitos sobre a produção sejam conhecidos.
Perfuração começou em agosto
Segundo informações divulgadas pela Brava, a perfuração teve início em 31 de agosto de 2026, após uma preparação que envolveu equipes próprias e empresas parceiras. O planejamento incluiu revisão dos programas de perfuração e completação, equipamentos, logística, serviços especializados e planos de contingência.
Também foram realizados testes e ajustes na sonda EBS-17. Antes do início das atividades, um exercício de resposta a emergências reuniu mais de 50 profissionais para simular uma situação de perda de controle do poço.
Atuação reúne projetos em terra e no mar
O avanço em Sanhaçu ocorre paralelamente à campanha marítima da companhia. Em 29 de setembro, a Brava iniciou a produção do poço PPT-52, no Campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, após autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O PPT-52 integra uma campanha de quatro novos poços produtores, distribuídos entre Papa-Terra e Atlanta. Na ocasião do anúncio, a empresa informou que o poço passava pela etapa inicial de estabilização do fluxo produtivo.
Os projetos ilustram etapas diferentes da atividade de exploração e produção. Enquanto um poço já conectado à operação pode contribuir para a oferta de petróleo, a identificação de gás exige primeiro compreender quanto poderá ser recuperado e em quais condições.
Para a cadeia de fornecedores, a evolução de uma ocorrência exploratória para um projeto produtivo pode abrir demanda por engenharia, equipamentos e serviços.
No caso de Sanhaçu, porém, a dimensão dessas oportunidades dependerá dos estudos anunciados pela Brava e das decisões de desenvolvimento que vierem a ser tomadas.






