O Estaleiro Belov, localizado em Simões Filho, na Bahia, avança na construção do Belov Arembepe, embarcação de apoio a mergulho destinada a serviços vinculados à Petrobras. A previsão é que o navio entre em operação no segundo semestre de 2027.
O projeto obteve R$ 115 milhões em financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A embarcação terá 40,5 metros de comprimento e será voltada ao suporte de trabalhos submarinos em águas rasas. Segundo a empresa, será o quarto navio dessa categoria em sua frota e o terceiro construído pelo próprio estaleiro.
A unidade será utilizada em atividades de inspeção, manutenção e apoio a plataformas offshore, incluindo mergulho e emprego de veículos submarinos operados remotamente, conhecidos pela sigla ROV. Sua incorporação está relacionada a contratos de afretamento e prestação de serviços firmados pelo Grupo Belov com a Petrobras.
Diferentes competências
A construção de embarcações especializadas reúne diferentes competências industriais. Além da fabricação do casco, exige integração de sistemas, equipamentos de apoio e soluções adequadas às condições de trabalho no mar. Isso cria possibilidades de participação para fornecedores de engenharia, componentes e serviços técnicos.
No caso do apoio a mergulho, o projeto precisa considerar a segurança dos profissionais e a estabilidade necessária às atividades submarinas. A capacidade de manter posição e executar manobras controladas integra as exigências de uma embarcação que atua próxima a instalações offshore.
A renovação dessa frota também tem relação com a continuidade dos serviços prestados às estruturas de produção. Inspeções e manutenção dependem de meios marítimos apropriados, fazendo da construção naval uma parte da cadeia que sustenta o funcionamento dos ativos de petróleo e gás.






