O Porto Central, em Presidente Kennedy, no sul do Espírito Santo, estuda criar um hub de data centers para atender empresas brasileiras e estrangeiras. As informações são do portal Tribuna Online.
A proposta é aproveitar a infraestrutura do complexo portuário e a oferta de energia e água da região para atrair instalações voltadas ao processamento e à distribuição de dados.
Segundo Fabrício Cardoso Freitas, CEO da Macro Investimentos e integrante do conselho de administração do Porto Central, o projeto já desenvolveu e licenciou 5 gigawatts (GW) de capacidade.
Segurança de fornecimento
Ele também cita a segurança de fornecimento associada ao terminal de gás natural liquefeito (GNL), áreas disponíveis e a possibilidade de conexão ferroviária.
A conexão com cabos submarinos de telecomunicações é outro elemento em estudo. O Porto Central tem autorização para receber um cabo, e as tratativas para viabilizá-lo estariam avançando.
Se implantada, essa infraestrutura poderia conectar o complexo a redes de dados nacionais e internacionais. Ainda não foram informados operadores, cronograma ou capacidade prevista para o cabo.
O hub digital permanece em fase de concepção e estruturação. As próximas etapas incluem definir o modelo do empreendimento, dimensionar as necessidades de energia e água, além de prospectar empresas interessadas. A reportagem não informa valor de investimento nem início previsto das obras dos data centers.
Enquanto isso, avançam as obras da primeira fase do Porto Central, voltada a operações com petróleo. O projeto prevê até quatro berços, com profundidade de até 23 metros, e investimento estimado em R$ 2,6 bilhões.
Em setembro, a empresa informou que preparava o início das obras marítimas de quebra-mar e dragagem. Essa fase portuária não confirma a implantação do polo digital.
Data centers podem ampliar o papel econômico de um complexo portuário, mas exigem fornecimento elétrico confiável, água para os sistemas de resfriamento e conexões de dados redundantes.
No Porto Central, a combinação desses fatores ainda precisa sair do planejamento e se traduzir em contratos, infraestrutura implantada e empresas instaladas.






