A partir desta quinta-feira, 1º de outubro, os carregamentos de carne bovina brasileira que chegarem aos portos chineses estarão sujeitos a uma sobretaxa de 55%.
A tarifa será aplicada depois que o Brasil atingiu a cota de 1,1 milhão de toneladas estabelecida por Pequim para 2026. O valor se soma à tarifa de importação de 12% já cobrada pelo país.
A China respondeu por 48% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil em 2025, com compras de 1,68 milhão de toneladas, segundo dados citados pelo jornal Folha de S.Paulo.
Validade até 2028
O limite deste ano corresponde a cerca de 65% daquele volume. A salvaguarda chinesa vale até 2028 e também alcança outros fornecedores.
O governo brasileiro tenta negociar alternativas, incluindo o uso de cotas não preenchidas por outros países. O Uruguai informou que apresentaria o pedido a Pequim, mas a decisão ainda depende das autoridades chinesas.
Enquanto isso, frigoríficos brasileiros já reduziram a produção em algumas unidades e buscam ampliar as vendas para outros mercados.
A mudança pode afetar o planejamento de embarques refrigerados e a operação de exportadores que dependem do mercado chinês.
A Indonésia aparece entre as alternativas em expansão: 73 plantas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina ao país.






