O Espírito Santo quer ampliar sua participação no descomissionamento de estruturas de petróleo e gás no mar. Em artigo publicado recentemente pelo jornal A Gazeta, Paulo Baraona, presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), afirmou que o estado tem 26 projetos aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com quase R$ 5 bilhões em investimentos previstos. É importante observar que são projeções para os próximos anos, não contratos já realizados.
O descomissionamento envolve planejar o encerramento de instalações de produção, desativar estruturas e equipamentos e cuidar da recuperação ambiental.
A ANP exige que os Programas de Descomissionamento de Instalações (PDIs) de projetos offshore sejam apresentados com pelo menos cinco anos de antecedência ao fim da produção, o que dá tempo para organizar os serviços e a infraestrutura necessários.
Portos e estaleiros
Segundo a Findes, portos e estaleiros capixabas podem atender atividades como desmontagem, reciclagem e logística.
A entidade também destaca a presença de fornecedores dos setores metalmecânico, ambiental e de petróleo e gás, que podem integrar essa cadeia.
A aproximação com empresas do Mar do Norte, uma das regiões com experiência nesse tipo de operação, também faz parte da estratégia.
O artigo relata missões técnicas de indústrias capixabas à Europa e a assinatura de um memorando de entendimento com a Decom Mission, organização britânica voltada ao encerramento de ativos de energia.
Para transformar o potencial em atividade industrial, ainda será necessário avançar em certificações, qualificação profissional e coordenação entre empresas, governo e instituições de apoio.
A ANP mantém um painel público com informações sobre os compromissos e o andamento dos programas de descomissionamento.






