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Por que o Brasil ainda não sabe exatamente quanto vale sua Economia do Mar?

O peso econômico das atividades ligadas ao oceano brasileiro muda de acordo com a metodologia adotada. A falta de um padrão nacional para calcular o chamado PIB do Mar faz com que estudos diferentes apresentem resultados distintos, mesmo quando todos procuram dimensionar a importância econômica do espaço marítimo para o país.

Uma abordagem mais restrita considera apenas as atividades realizadas diretamente no ambiente marinho ou fortemente dependentes dele. Entram nessa conta setores como transporte marítimo, portos, pesca, indústria naval, exploração offshore, turismo costeiro e defesa.

Outros levantamentos ampliam o cálculo e incluem fornecedores, serviços, empregos indiretos, consumo e demais efeitos gerados pelas cadeias produtivas.

Estimativas

Um estudo dos pesquisadores Eduardo Haddad e Inácio Araújo estimou que a contribuição direta da Economia do Mar correspondeu a 2,91% do Produto Interno Bruto brasileiro em 2019.

O percentual, entretanto, não representa necessariamente todo o impacto econômico produzido pelo mar, pois não incorpora da mesma forma os efeitos indiretos e induzidos.

Metodologias

As diferenças não significam obrigatoriamente que um cálculo esteja correto e outro errado. Cada metodologia pode responder a uma pergunta diferente.

O problema aparece quando números produzidos com critérios distintos são comparados sem que se explique quais atividades entraram na conta.

A inexistência de uma série histórica construída com parâmetros estáveis também dificulta acompanhar a evolução do setor, comparar resultados e estabelecer prioridades.

Investimentos em infraestrutura portuária, pesquisa oceânica, indústria naval, qualificação profissional e proteção ambiental dependem de diagnósticos capazes de mostrar onde a Economia do Mar gera mais valor e quais são seus principais gargalos.

A mensuração também tem relação com a proteção da Amazônia Azul. Quanto mais claramente o Brasil consegue identificar as atividades, os empregos e as infraestruturas que dependem do oceano, mais elementos possui para planejar sua presença marítima.

O desafio não é chegar ao maior núm1ero possível, mas construir um indicador transparente, comparável e atualizado regularmente.

Com informações do site Defesa em Foco.

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