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Entenda porque a transição energética dos navios exige novas regras de segurança

A adoção de combustíveis com menor emissão de carbono está criando novos desafios de segurança para a navegação.

O tema esteve no centro da 12ª reunião do Subcomitê de Transporte de Cargas e Contêineres da Organização Marítima Internacional, realizada em Londres entre 14 e 18 de setembro.

O encontro analisou propostas relacionadas ao uso de hidrogênio, amônia e outras tecnologias energéticas.

Propriedades diferentes

Esses combustíveis podem ajudar a reduzir as emissões do setor, mas possuem propriedades diferentes do óleo combustível tradicional.

A amônia, por exemplo, não libera dióxido de carbono durante a combustão, mas é tóxica.

O hidrogênio exige cuidados especiais por ser altamente inflamável e precisar ser armazenado em condições específicas.

Vazamentos podem criar riscos para tripulantes, instalações portuárias e comunidades próximas aos terminais.

As discussões incluem requisitos para tanques, tubulações, ventilação, detecção de vazamentos, combate a incêndios e abastecimento. A formação das tripulações também precisa acompanhar a chegada dos novos sistemas.

O setor vive uma fase em que diferentes combustíveis disputam espaço e ainda não existe uma solução dominante. Isso obriga estaleiros, armadores e portos a avaliar tecnologias que podem exigir infraestruturas distintas.

A transição energética não dependerá somente do preço ou da disponibilidade do combustível.

Para ganhar escala, cada alternativa terá de provar que pode ser armazenada, abastecida e utilizada com segurança. A norma técnica, nesse caso, será tão importante quanto a inovação.

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