A Bluecore Energy captou US$ 50 milhões para desenvolver usinas nucleares flutuantes voltadas ao fornecimento de eletricidade para portos e outras instalações costeiras.
A empresa pretende instalar pequenos reatores modulares em plataformas posicionadas a quilômetros da costa.
A energia seria levada até o continente por cabos submarinos. Segundo a companhia, a instalação afastada permitiria utilizar a água do mar no sistema de resfriamento e reduzir a necessidade de ocupar grandes áreas em regiões portuárias.
Porto prioritário
O Porto de Long Beach, na Califórnia, aparece como prioridade para o primeiro projeto. O terminal vem ampliando a eletrificação de suas operações para reduzir as emissões de navios, equipamentos de movimentação de cargas e caminhões.
Os recursos captados serão destinados à engenharia, aos testes, ao processo regulatório e à preparação da cadeia de fabricação.
A empresa também pretende avançar na encomenda do combustível necessário para os primeiros reatores.
Apesar do interesse crescente, a energia nuclear flutuante ainda enfrenta questões regulatórias, ambientais e de segurança. Os projetos precisam demonstrar proteção contra acidentes, eventos climáticos, colisões e ameaças externas, além de definir procedimentos para resíduos e desativação.
A proposta surge porque a eletrificação dos portos aumenta a demanda por energia firme.
Se superar as barreiras técnicas e regulatórias, a tecnologia poderá criar uma nova ligação entre a indústria nuclear, a construção naval e a infraestrutura portuária.






